Oi! Sei que devo continuar e terminar os contos "Daniel" e "Marquinhos". Calma, que já termino. Espere alguns dias ainda mais.
Beijos.
sexta-feira, 27 de janeiro de 2017
sexta-feira, 13 de janeiro de 2017
sexta-feira, 6 de janeiro de 2017
Daniel
Menino, jovem, senhor. Na hora que acontece a virada, não se pode estar de olhos fechados. Aquilo que se vê é aquilo que permanece: o acontecimento. Se o segundo seguinte à vista da janela, quando fecham-se as cortinas, não existe? Um vizinho, de uma habitação qualquer não viu? É preciso ser visto para existir? Não conheço meu vizinho, do lado esquerdo, e nem sei se existo para ele. Exatamente sim? Redondamente não? Será que na vespertina noite, para depositar o lixo, alguém o vê cantarolar pelas escadas? Para quem o mundo é incógnitas, mistérios, desafios? Há de perceber que a cada dia constrói-se e desconstrói-se o mundo. Vários mundos coexistem, e qual lhe é mais aprazível? Tomba esfínges aquele que conhece onde e quem vive. Estar imerso na vida e saber que tudo paralisa e nada paralisa: depende de como processa e depois dá o veredito. Precisa estar a par do sorriso mais singelo e saber que pode mais do que ler rabiscos nos muros. Daniel.
A novidade chegou antes do nascimento.
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