Passa a vida
Passa o ponto
Passa a constelação
Passa o choro
Passa a vontade
Passa a decepção
Passa a dúvida
Passa o dia
Passa a entonação
Passa a comida
Passa o sono
Passa a instrução
Passa o sim
Passa o talvez
Passa o não
terça-feira, 30 de maio de 2017
sábado, 27 de maio de 2017
Joga-se ao esmo
Joga-se ao esmo
do mundo
Só desejam
a quem sucumbe
A quem se leva
A quem se entrega
Ao abismo sem fim
Borboleta entre nuvens
Néctar de beija-flor
Voo ao horizonte
Braços verticais
Espaço que recebe
o tempo doado
do mundo
Só desejam
a quem sucumbe
A quem se leva
A quem se entrega
Ao abismo sem fim
Borboleta entre nuvens
Néctar de beija-flor
Voo ao horizonte
Braços verticais
Espaço que recebe
o tempo doado
sexta-feira, 26 de maio de 2017
Passagem III
Passaram-se os anos
Todo o tempo
O vento soprou
Nada ficou
Nuvens no céu
continuam
As ervas lá fora
permanecem
Cartazes na rua
Tintas na parede
Vida brota
de palavras
Viu conhecido
-o cumprimento
e os pés agis
levam mais longe
Passaram-se instantes
Toda a vida
O olho abriu
Nada fechou
Todo o tempo
O vento soprou
Nada ficou
Nuvens no céu
continuam
As ervas lá fora
permanecem
Cartazes na rua
Tintas na parede
Vida brota
de palavras
Viu conhecido
-o cumprimento
e os pés agis
levam mais longe
Passaram-se instantes
Toda a vida
O olho abriu
Nada fechou
segunda-feira, 22 de maio de 2017
Lá vem o dia e a hora
Lá vem o dia e a hora,
O lugar, a companhia,
Mais um sol se levanta
Em terra fria e escura
Há de abrir os olhos
e contemplar o horizonte
Desce e sobe dos pés
em rios, riachos e lagos
Ultrapassar limites
O sorriso mais ou menos
há de ser verdadeiro,
em letras, sons, passar
Ao encontro do espelho
o caminho aumenta
Além do início e do fim
Passos se abrem inteiros.
O lugar, a companhia,
Mais um sol se levanta
Em terra fria e escura
Há de abrir os olhos
e contemplar o horizonte
Desce e sobe dos pés
em rios, riachos e lagos
Ultrapassar limites
O sorriso mais ou menos
há de ser verdadeiro,
em letras, sons, passar
Ao encontro do espelho
o caminho aumenta
Além do início e do fim
Passos se abrem inteiros.
quinta-feira, 4 de maio de 2017
Mais uma do amor
Sentira uma pontada no coração. Deveria ter feito os exames de rotina. Mas sempre soubera que o amor cura. Não seria dessa vez que ele iria falhar. No entanto, ao ver o quanto estava corroído, soube que não seria mais o mesmo. E percebeu que se enganara.
- Como posso encher esse vazio? Perguntara-se.
- Amando. Sussurrou o que restara.
Impelido pelo frenesi nascente, nem pôde sentir as vísceras mexendo-se outra vez.
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