Já não sei quem é o destinatário
e se choro quando escrevo
terça-feira, 22 de novembro de 2016
Tarde
Nas horas agudas,
tilinta a vida
Há que jogar a roda
dançar cantiga
Passo à frente,
todos atrás
Solitária face,
volta-se a si
Perdeu o tempo
Errou o espaço
Dão-lhe as mãos
e despedem-se
No amplo vão
descompasso
há que ir
encontrar
Outro dia,
outra hora
a vez permite
recomeçar
tilinta a vida
Há que jogar a roda
dançar cantiga
Passo à frente,
todos atrás
Solitária face,
volta-se a si
Perdeu o tempo
Errou o espaço
Dão-lhe as mãos
e despedem-se
No amplo vão
descompasso
há que ir
encontrar
Outro dia,
outra hora
a vez permite
recomeçar
quinta-feira, 17 de novembro de 2016
A vida
Engana-se quem tudo sabe
Viver é feito de mistérios
Não há todas as respostas
para todos apontamentos
Indaga-se e assim nascem
estrelas por todo caminho
Iluminam as veredas nascentes
que ultrapassam as margens
Aquece carinho mãos úmidas
Lágrimas secadas de tanto andar
Acalento da voz conhecida
sentida no mais íntimo peito
Quebra, rompe, destrói
Aí vem diletante renovo
Salta aos olhos a alegria
Recomeçar sobre escombros
Viver é feito de mistérios
Não há todas as respostas
para todos apontamentos
Indaga-se e assim nascem
estrelas por todo caminho
Iluminam as veredas nascentes
que ultrapassam as margens
Aquece carinho mãos úmidas
Lágrimas secadas de tanto andar
Acalento da voz conhecida
sentida no mais íntimo peito
Quebra, rompe, destrói
Aí vem diletante renovo
Salta aos olhos a alegria
Recomeçar sobre escombros
quarta-feira, 9 de novembro de 2016
Guerras
Milhões de mortos
Mortos pela faca do ódio
Mortos por tampar a boca
Muitos incontáveis
Corpos
Espalhados no chão
Pelos ares
Sem visões
Sem tato
Mortos pela faca do ódio
Mortos por tampar a boca
Muitos incontáveis
Corpos
Espalhados no chão
Pelos ares
Sem visões
Sem tato
sexta-feira, 4 de novembro de 2016
Andanças
Parte do ponto ao alvo
Pés calejados do tempo
Nova cada passada
Unhas encravados do vento
Cabelos aos ares livres
presos pela materialidade
Enfeitam, erigem brilho
ao longo da fútil estrada
Mãos compassadas constroem
projeto de vida sentida
por olhos porosos debutantes
do girar mapeado bestial
O corpo perde-se em espaço
Quem ganha quando caído?
Levantar-se e chegar ao porto
Pronto para frutuosa viagem
Pés calejados do tempo
Nova cada passada
Unhas encravados do vento
Cabelos aos ares livres
presos pela materialidade
Enfeitam, erigem brilho
ao longo da fútil estrada
Mãos compassadas constroem
projeto de vida sentida
por olhos porosos debutantes
do girar mapeado bestial
O corpo perde-se em espaço
Quem ganha quando caído?
Levantar-se e chegar ao porto
Pronto para frutuosa viagem
terça-feira, 1 de novembro de 2016
A vida desperta
O dia abre a janela
Entra luz na casa
O quarto iluminado
Olhos clareiam a escuridão
Vai, parte, longe vai
o medo de pisar firme
Há de agir e querer
transformar dor em alegria
Cabeça à frente, coração ao lado
Juntos grãos formam a margem
Há de lançar-se além da beira
E contemplar o outro lado
Chega-se a cada dia no alvo
Quem ultrapassa o limite
E volta para dizer que o percurso
Não precisa ser solitário
Entra luz na casa
O quarto iluminado
Olhos clareiam a escuridão
Vai, parte, longe vai
o medo de pisar firme
Há de agir e querer
transformar dor em alegria
Cabeça à frente, coração ao lado
Juntos grãos formam a margem
Há de lançar-se além da beira
E contemplar o outro lado
Chega-se a cada dia no alvo
Quem ultrapassa o limite
E volta para dizer que o percurso
Não precisa ser solitário
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